Quando for grande, quero ser uma DSLR


Nem toda a gente precisa de uma máquina fotográfica digital muito evoluída, vulgarmente apelidada de DSLR. Há casos e situações em que uma tudo-em-um chega e sobra para as pretensões. Para estes, uma compacta poderá ser a solução ideal. Mas há sempre quem deseje ir pouco mais longe. Pode ser mesmo um pouco, mas para isso precisa de uma máquina que permita mais do que carregar no botão de disparo. Seja qual for o caso do leitor, nada como saber como se comporta uma das ‘bridges’ recentemente introduzidas no mercado, a Panasonic Lumix DMC-FZ45.

Começamos por dizer que a zOOm não tem como principal objectivo levar a cabo testes de equipamento. É uma área que já tem muitos e bons produtores de artigos por essa Internet fora. Mas sempre que tivermos determinado acessório, ou máquina, disponível para darmos a nossa opinião, não nos vamos recusar a fazê-lo. E, como sempre, tentaremos ser o mais objectivos e isentos que conseguirmos.

Nos dias que correm, as máquinas DSLR, sejam da Canon, Nikon, Pentax, ou Sony, são o alvo principal de quem quer uma câmara para tirar fotografias. Mas existem pessoas que ainda acham um bicho-de-sete-cabeças ter que andar a pôr e a tirar objectivas, ou a tentarem perceber para que serve aquele botão, ou opção. Para estas, uma máquina tudo-em-um, como a Lumix que aqui apresentamos, certamente fará o seu trabalho exemplarmente e, importante, sem grandes complicações. Para além do mais, não terá que investir mais dinheiro em novas objectivas e outros acessórios que facilmente lhe esvaziarão os bolsos.

No entanto, se o comprador desta Panasonic quiser aprender um pouco mais sobre fotografia, ela oferece (quase) as mesmas opções que uma DLSR mais evoluída. Para além do tudo-em-automático, o utilizador pode controlar os parâmetros prioridade à abertura e velocidade, ou ajustar os valores de exposição e abertura de forma totalmente manual.

Resumindo: se não quer gastar muito dinheiro no curto prazo, mas quer uma máquina versátil para o seu dia-a-dia, então uma câmara como a Lumix FZ45 conseguirá arrancar-lhe um sorriso de orelha a orelha.

De uma forma geral, a FZ45 não difere muito da sua antecessora, a FZ38. Mas vem com dois melhoramentos que sobressaem entre as restantes características: o incremento do zoom de 18x para 24x e o aumento dos megapixéis de 12.1 para 14.1. O utilizador terá à sua disposição uma objectiva equivalente a 25-600mm numa máquina de 35mm. Para quem possa perceber pouco sobre o assunto, nos 25mm conseguirá captar uma grande parte do cenário, ao passo que nos 600mm quase que apanha as pestanas dos olhos da girafa do Jardim Zoológico, mesmo que esta se encontre longe.

A capacidade de filmar em modo HD (1280×720) já vem da sua antecessora. Nos dias que correm começam a ser (quase) tão importantes as características dos modo de gravação de vídeo, como as restantes opções/inovações da máquina… fotográfica.

A ergonomia não é muito diferente das máquinas concorrentes, o que quer dizer que satisfaz: é confortável, mesmo quando a seguramos com uma só mão. O corpo é em plástico, mas a qualidade de construção nota-se que mereceu cuidado por parte da Panasonic. É caso para dizer que cada secção da máquina é muito unida à que lhe está próxima – não se ouve o ranger do plástico sempre que manipulamos a FZ45. De uma forma geral, os botões que controlam cada uma das funções da máquina estão bem colocados, ficando facilmente acessíveis para quando precisamos deles. Em tudo semelhante ao que acontece numa DSLR entrada de gama – se já usou alguma, sabe do que estamos a falar.

Os diferentes modos de disparo são seleccionáveis através da já habitual roda, colocada no painel superior. Como referimos anteriormente, tem à sua disposição os usuais modos automático, prioridade à abertura e velocidade e a exposição totalmente manual. Depois tem o modo automático inteligente da Panasonic e variadíssimos modos automáticos mediante o cenário que pretende fotografar no momento: retrato, desporto, close-ups, cada um com sub-opções para condições específicas.

Ao todo a FZ45 conta com um total de 48 modos de cena diferentes. Muito sinceramente, é capaz de ser um pouco exagerado e duvidamos que alguém, algum dia, os use a todos. Mas pelo menos é sempre bom saber que existem e estão lá…

Poderíamos ficar aqui a enumerar cada botão, sua posição na máquina e para que serve. Mas, para isto, nada melhor do que o manual para ficar a conhecer a Lumix FZ45 mais a fundo.

Entrando no menu da máquina, apercebemo-nos que este é intuitivo e está disponível no nosso idioma. Navegando pelas opções poderá alterar o formato da imagem final, onde até se inclui a forma quadrada, ou seja, 1:1. Quanto aos modos de gravação, para além dos habituais níveis de qualidade em JPG, poderá o utilizador gravar a imagem captada em formato RAW (basicamente funciona como um negativo, isto é, com mais e melhor informação), ou RAW+JPG.


[Prioridade à abertura . 4,5mm . f/2.8 . 0.8″ .ISO 80 – Clique para ampliar
]

Mas o que nos impressionou mesmo foi a objectiva, Leica, da FZ45. A abertura máxima f/2.8-f/5.2 em cada um dos extremos focais é de se registar. Até porque as distâncias a que é capaz de “operar” equivalem a 25mm e 600mm numa 35mm. Assim, temos não só uma objectiva grande angular, mas uma poderosa teleobjectiva, numa só máquina.

Distorção, mesmo nos 25mm, quase não existe, o centro das imagens é detalhado, acontecendo o mesmo com os cantos, que embora mais suaves não têm sequer aberração cromática. Para quem já tem alguns conhecimentos, ou os for adquirindo, vai lamentar apenas a abertura mínima, que se situa em f/8.

Só para terminar este capítulo, saliente-se o estabilizador de imagem que auxilia nas fotos tiradas à mão, sejam a baixa velocidade, ou em distâncias focais mais longas.


[iAuto . 4,5mm . f/4 . 1/125″ . ISO 125 – Clique para ampliar]

De uma maneira geral, a Panasonic Lumix FZ45 tem um comportamento muito interessante. É relativamente rápida e precisa a focar, mesmo em condições de luz precárias. Tem ao dispor uma luz que ajuda o sistema de focagem em situações mais extremas e que é efectiva até cerca de quatro metros, mais centímetro, menos centímetro.

Se no modo de gravação JPG é relativamente rápida a gravar as imagens (na qualidade máxima terá máquina para fotografar entre fotos em 1.2 segundos), quando optamos pelo modo RAW a performance cai a pique, literalmente. Por isso, se optar por este modo, que não seja numa situação em que necessite de tirar fotos rapidamente. Por outro lado, se quer a melhor qualidade possível e a pressa não faz parte do momento, é o melhor modo por que optar.


[Prioridade à abertura . 85,4mm . f/5 . 1/40″ . ISO 80 – Clique para ampliar]

A reprodução de cor é boa e a exposição é medida de forma exemplar. Mas a FZ45 também não está livre de uns quantos contras. Mesmo com o seu modo de Exposição Inteligente, a gama dinâmica é muito limitada. As sombras ficam com pouco detalhe e com muito ruído. Por falar em ruído, será mesmo o que mais nos desanimou nesta câmara. A ISO 80 as imagens obtidas são muito boas, mas a partir de 100 ISO tudo começa a mudar de figura. Neste valor ainda não se está mal (felizmente), mas nos 400 ISO já não temos muita margem de manobra e chegando aos 800 ISO a redução de ruído dá cabo do detalhe da imagem. Contudo, se a ideia for colocar imagens na Internet, ou fazer impressões pequenas, este ‘handicap’ poderá passar mais ou menos despercebido.


[Prioridade à abertura . 23,1mm . f/3.6 . 1/100″ . ISO 400 – Clique para ampliar]

Resumindo e concluindo, o leitor que ainda não tenha máquina fotográfica, ou que agora se começa a interessar por fotografia mas que ainda tem uma compacta, por exemplo, ou que não quer gastar muito dinheiro, encontra na Lumix FZ45 uma excelente aliada. É relativamente bem construída, ergonómica e vem com inúmeras opções de forma a facilitar a vida ao fotógrafo. A qualidade da imagem é muito boa, tem boa performance mesmo em condições de luz pouco favoráveis e a objectiva impressionou-nos sobremaneira. Pelo lado menos positivo temos uma gama dinâmica algo curta e os altos ISO ficaram aquém daquilo que estávamos à espera.

PVP recomendado: €438,90


[Reduzida para web . Tamanho: 500 pixéis  . ISO 400]


[Reduzida para web . Tamanho: 500 pixéis . ISO 80]

TEXTO E FOTOS: zOOm – Fotografia Prática

NOTA: Imagens não editadas.
Teste: Panasonic Lumix DMC-FZ45

Quando for grande, quero ser uma DSLR

Nem toda a gente precisa de uma máquina fotográfica digital muito evoluída,

vulgarmente apelidada de DSLR. Há casos e situações em que uma tudo-em-um

chega e sobra para as pretensões. Para estes, uma compacta poderá ser a

solução ideal. Mas há sempre quem deseje ir pouco mais longe. Pode ser mesmo

um pouco, mas para isso precisa de uma máquina que permita mais do que

carregar no botão de disparo. Seja qual for o caso do leitor, nada como saber

como se comporta uma das ‘bridges’ recentemente introduzidas no mercado, a

Panasonic Lumix DMC-FZ45.

Começamos por dizer que a zOOm não tem como principal objectivo levar a cabo

testes de equipamento. É uma área que já tem muitos e bons produtores de

artigos por essa Internet fora. Mas sempre que tivermos determinado acessório,

ou máquina, disponível para darmos a nossa opinião, não nos vamos recusar a

fazê-lo. E, como sempre, tentaremos ser o mais objectivos e isentos que

conseguirmos.

Nos dias que correm, as máquinas DSLR, sejam da Canon, Nikon, Pentax, ou Sony,

são o alvo principal de quem quer uma câmara para tirar fotografias. Mas

existem pessoas que ainda acham um bicho-de-sete-cabeças ter que andar a pôr e

a tirar objectivas, ou a tentarem perceber para que serve aquele botão, ou

opção. Para estas, uma máquina tudo-em-um, como a Lumix que aqui apresentamos,

certamente fará o seu trabalho exemplarmente e, importante, sem grandes

complicações. Para além do mais, não terá que investir mais dinheiro em novas

objectivas e outros acessórios que facilmente lhe esvaziarão os bolsos.

No entanto, se o comprador desta Panasonic quiser aprender um pouco mais sobre

fotografia, ela oferece (quase) as mesmas opções que uma DLSR mais evoluída.

Para além do tudo-em-automático, o utilizador pode controlar os parâmetros

prioridade à abertura e velocidade, ou ajustar os valores de exposição e

abertura de forma totalmente manual.

Resumindo: se não quer gastar muito dinheiro no curto prazo, mas quer uma

máquina versátil para o seu dia-a-dia, então uma câmara como a Lumix FZ45

conseguirá arrancar-lhe um sorriso de orelha a orelha.

De uma forma geral, a FZ45 não difere muito da sua antecessora, a FZ38. Mas

vem com dois melhoramentos que sobressaem entre as restantes características:

o incremento do zoom de 18x para 24x e o aumento dos megapixéis de 12.1 para

14.1. O utilizador terá à sua disposição uma objectiva equivalente a 25-600mm

numa máquina de 35mm. Para quem possa perceber pouco sobre o assunto, nos 25mm

conseguirá captar uma grande parte do cenário, ao passo que nos 600mm quase

que apanha as pestanas dos olhos da girafa do Jardim Zoológico, mesmo que esta

se encontre longe.

A capacidade de filmar em modo HD (1280×720) já vem da sua antecessora. Nos

dias que correm começam a ser (quase) tão importantes as características dos

modo de gravação de vídeo, como as restantes opções/inovações da máquina…

fotográfica.

A ergonomia não é muito diferente das máquinas concorrentes, o que quer dizer

que satisfaz: é confortável, mesmo quando a seguramos com uma só mão. O corpo

é em plástico, mas a qualidade de construção nota-se que mereceu cuidado por

parte da Panasonic. É caso para dizer que cada secção da máquina é muito unida

à que lhe está próxima – não se ouve o ranger do plástico sempre que

manipulamos a FZ45. De uma forma geral, os botões que controlam cada uma das

funções da máquina estão bem colocados, ficando facilmente acessíveis para

quando precisamos deles. Em tudo semelhante ao que acontece numa DSLR entrada

de gama – se já usou alguma, sabe do que estamos a falar.

Os diferentes modos de disparo são seleccionáveis através da já habitual roda,

colocada no painel superior. Como referimos anteriormente, tem à sua

disposição os usuais modos automático, prioridade à abertura e velocidade e a

exposição totalmente manual. Depois tem o modo automático inteligente da

Panasonic e variadíssimos modos automáticos mediante o cenário que pretende

fotografar no momento: retrato, desporto, close-ups, cada um com sub-opções

para condições específicas.

Ao todo a FZ45 conta com um total de 48 modos de cena diferentes. Muito

sinceramente, é capaz de ser um pouco exagerado e duvidamos que alguém, algum

dia, os use a todos. Mas pelo menos é sempre bom saber que existem e estão

lá…

Poderíamos ficar aqui a enumerar cada botão, sua posição na máquina e para que

serve. Mas, para isto, nada melhor do que o manual para ficar a conhecer a

Lumix FZ45 mais a fundo.

Entrando no menu da máquina, apercebemo-nos que este é intuitivo e está

disponível no nosso idioma. Navegando pelas opções poderá alterar o formato da

imagem final, onde até se inclui a forma quadrada, ou seja, 1:1. Quanto aos

modos de gravação, para além dos habituais níveis de qualidade em JPG, poderá

o utilizador gravar a imagem captada em formato RAW (basicamente funciona como

um negativo, isto é, com mais e melhor informação), ou RAW+JPG.

Mas o que nos impressionou mesmo foi a objectiva, Leica, da FZ45. A abertura

máxima f/2.8-f/5.2 em cada um dos extremos focais é de se registar. Até porque

as distâncias a que é capaz de “operar” equivalem a 25mm e 600mm numa 35mm.

Assim, temos não só uma objectiva grande angular, mas uma poderosa

teleobjectiva, numa só máquina.

Distorção, mesmo nos 25mm, quase não existe, o centro das imagens é detalhado,

acontecendo o mesmo com os cantos, que embora mais suaves não têm sequer

aberração cromática.

Para quem já tem alguns conhecimentos, ou os for adquirindo, vai lamentar

apenas a abertura mínima, que se situa em f/8.

Só para terminar este capítulo, saliente-se o estabilizador de imagem que

auxilia nas fotos tiradas à mão, sejam a baixa velocidade, ou em distâncias

focais mais longas.

De uma maneira geral, a Panasonic Lumix FZ45 tem um comportamento muito

interessante. É relativamente rápida e precisa a focar, mesmo em condições de

luz precárias. Tem ao dispor uma luz que ajuda o sistema de focagem em

situações mais extremas e que é efectiva até cerca de quatro metros, mais

centímetro, menos centímetro.

Se no modo de gravação JPG é relativamente rápida a gravar as imagens (na

qualidade máxima terá máquina para fotografar entre fotos em 1.2 segundos),

quando optamos pelo modo RAW a performance cai a pique, literalmente. Por

isso, se optar por este modo, que não seja numa situação em que necessite de

tirar fotos rapidamente. Por outro lado, se quer a melhor qualidade possível e

a pressa não faz parte do momento, é o melhor modo por que optar.

A reprodução de cor é boa e a exposição é medida de forma exemplar. Mas a FZ45

também não está livre de uns quantos contras. Mesmo com o seu modo de

Exposição Inteligente, a gama dinâmica é muito limitada. As sombras ficam com

pouco detalhe e com muito ruído. Por falar em ruído, será mesmo o que mais nos

desanimou nesta câmara. A ISO 80 as imagens obtidas são muito boas, mas a

partir de 100 ISO tudo começa a mudar de figura. Neste valor ainda não se está

mal (felizmente), mas nos 400 ISO já não temos muita margem de manobra e

chegando aos 800 ISO a redução de ruído dá cabo do detalhe da imagem. Contudo,

se a ideia for colocar imagens na Internet, ou fazer impressões pequenas, este

‘handicap’ poderá passar mais ou menos despercebido.

Resumindo e concluindo, o leitor que ainda não tenha máquina fotográfica, ou

que agora se começa a interessar por fotografia mas que ainda tem uma

compacta, por exemplo, ou que não quer gastar muito dinheiro, encontra na

Lumix FZ45 uma excelente aliada. É relativamente bem construída, ergonómica e

vem com inúmeras opções de forma a facilitar a vida ao fotógrafo. A qualidade

da imagem é muito boa, tem boa performance mesmo em condições de luz pouco

favoráveis e a objectiva impressionou-nos sobremaneira. Pelo lado menos

positivo temos uma gama dinâmica algo curta e os altos ISO ficaram aquém

daquilo que estávamos à espera.