Serão pedregulhos gigantes que pairam sobre belíssimas paisagens? Ou será que alguém anda a tornar-se especialista no programa de edição? Já a seguir vamos desvendar o mistério que deixou as redes sociais de boca aberta.

Parece Photoshop, mas não é. Estas imagens incríveis de rochas aparentemente suspensas no ar têm deslumbrado o mundo mas, para grande pena dos adeptos de histórias fantásticas, a explicação tem mais de engenho do que arte.

O autor é um fotógrafo chamado David Quentin, que anda um pouco por todo o mundo a captar imagens de rochas no ar, tendo como pano de fundo paisagens de cortar a respiração… mas que acabam por ficar reduzidas ao segundo plano, tal o impacto visual das rochas voadoras.

Mas, afinal, como é que o fotógrafo consegue este efeito visual? Com apenas três coisas: a sua câmara, uma pedra (ou mais) e tempo para ir tentado e voltando a tentar, até conseguir acertar. A técnica é simples: aponta a câmara, atira a pedra ao ar e a gravidade faz o resto.

O segredo é apanhar a rocha no momento certo, seguindo a sua trajetória no visor da câmara. Por vezes, ajuda e muito ter um companheiro de caminhadas – sim porque estas fotografias são tiradas durante passeios fotográficos – que atire a pedra ao ar, dando-lhe tempo para fotografar a cena com mais calma. Noutras vezes, Quentin tenta coordenar as coisas para fazer o trabalho todo sozinho.

O jornal inglês “The Guardian” falou com David Quentin e o fotógrafo explicou que tudo começou há cinco anos, num dia em que pegou num pedaço de giz e tentou fotografá-lo em voo porque “ficava bem o contraste com as nuvens brancas”. A imagem, diz o fotógrafo, “ficou uma porcaria” mas a prática acabou por levar à perfeição. Pelo caminho, foi aprendendo umas coisas sobre geologia.

O resultado é uma série fotográfica que tem como título “Rocks in the sky!” e já passou por lugares tão distantes como a Ilha de Lewis, na Escócia; o Quebec; Cumbria, no nordeste de Inglaterra; a província canadiana do Ontário; e a Ilha de Purbeck (no sul da Grã Bretanha).