Ecrã táctil marca a diferença

Mais um teste a equipamento, desta vez a uma Panasonic Lumix. Outra vez? – perguntará o leitor. Sim e não.

Sim, porque de facto se trata de uma Lumix e não, porque esta G2 é um pouco mais evoluída (se podemos usar este termo) do que a FZ45.

A Panasonic Lumix DMC-G2 é uma micro 4/3, com um ecrã articulado de 3″ sensível ao toque. Para quem está habituado a alterar funções através dos botões da sua máquina, isto é uma modernice. Mas acreditamos que se vai impor rapidamente e a todo o género de formato de máquina, desde a simples compacta até à mais evoluída DSLR.

Para além desta particularidade, temos um sensor CMOS de 12.1 megapixéis, com processador Venus Engine HD II.

Capaz de filmar a 720p, é no intervalo ISO 100-6400 que temos alguma curiosidade em ver do que esta G2 é capaz de fazer. Junte-se a isto um flash integrado – bem como sapata para flash externo –, estabilizador de imagem óptico (nas objectivas) e um filtro supersónico para remover poeira e temos uma máquina que, pelo menos no papel, é bastante interessante.
Vendida em três cores – azul, vermelho e preto – com a objectiva 14-42mm, custa €768,90.

De uma forma geral, a G2 é uma máquina bem construída e ergonómica. Vai facilmente adaptar-se à mão de qualquer futuro proprietário, se esta não for muito grande.

A “nossa” G2 vinha com a objectiva do kit, com a distância focal 14-42mm (equivalente a 28-84mm em 35mm) que, sendo em plástico, nos parece algo frágil. É bastante leve, o que pode ser importante para quem recorra a esta máquina nas suas viagens, por exemplo. As aberturas máximas f/3.5-5.6 também nos parecem relativamente lentas.

Mas, por se tratar de uma micro 4/3, o futuro utilizador por recorrer a uma vasta gama de objectivas (de grande angular a macro) via adaptadores.

E já que falamos em objectivas, podemos adiantar que a estabilização óptica da imagem é feita através destas, em vez de ser um sistema integrado no corpo da máquina.

No topo da G2 encontra os principais (e tradicionais) botões de uma câmara fotográfica. Para além de poder usar a máquina com todas as opções em automático, para utilizadores mais avançados estão disponíveis os habituais programas de prioridade à abertura, velocidade, ou totalmente em manual. Para além destes, existem diversos modos de cena e ainda um modo totalmente personalizável pelo utilizador.

E é também no topo desta câmara que encontramos um pequeno botão que dá acesso ao modo ‘Intelligent Auto’, especialmente preparado para os mais iniciados, para que a única preocupação que tenham seja observar, compor e disparar. E, acredite o leitor, este modo é mesmo inteligente, sendo capaz de, por exemplo, aumentar a exposição somente em áreas da imagem sub-expostas.

Se o vídeo também ainda é um bicho-de-sete-cabeças para o leitor, saiba que este modo inteligente funciona na perfeição quando estiver a registar imagens em movimento, isto é, filmes.

Na parte de trás da máquina encontramos um ecrã LCD, de 3″, articulado. Com ele poderá tirar as fotos mais mirabolantes e nas posições mais incríveis que um ecrã fixo não é capaz de proporcionar. Até para se auto-retratar este tipo de ecrã dá um jeitaço enorme. E graças à sua resolução de 460.000 pixéis (contra os habituais 230.000) verá as fotos que tirou com excelente qualidade, mesmo se vistas sob sol intenso – existe função que detecta automaticamente as condições de luz e ajusta a iluminação do LCD até 40%.

Mas a maior “inovação” da G2 será mesmo o ecrã táctil. Curioso é o facto de conseguirmos usar um ponto do sistema de focagem para focar determinado objecto simplesmente clicando no LCD. Se o objecto se mover, então a G2 inteligentemente o segue. Se, por acaso, o objecto sair totalmente do enquadramento, basta recompor e clicar sobre ele para que a focagem se reinicie.

Mas há muito mais coisas que se podem levar a cabo neste ‘touchscreen’ que provavelmente dariam para mais um artigo. O que importa é que se trata de “ferramenta” útil e que depois de usada dificilmente se passa sem a mesma.

Em vez de um óculo (ou ‘viewfinder’) convencional, a G2 recorre a um sistema electrónico com 100% de cobertura óptica. Graças aos 1,44 milhões de pontos de resolução, resulta num óculo perfeitamente usável para o fim a que se destina. Mas, verdade seja dita, quem usa uma DLSR com óculo óptico convencional estranha quase sempre esta modernice electrónica…

Podíamos aqui referir a mil e uma vantagens do vídeo, dos menus e afins, mas vamos mesmo ao que interessa numa máquina. Saber como se comporta no mundo real. Isto é, nas mais diversas condições em que as pessoas gostam, ou precisam, de tirar fotografias.

Depois de ligada a G2 está pronta a disparar nuns impressionantes 0.5 segundos (ou menos, que o nosso cronómetro não é muito certo). A focagem automática é efectuada com rapidez se as condições de luz forem boas. Para interiores, ou com condições de luz precárias, uma lâmpada assistente ajuda a G2, e respectiva objectiva, a “prender” o objecto a fotografar.

Cada imagem JPG demora cerca de um segundo a gravar, mas pode continuar a tirar fotografias enquanto a máquina as vai gravando no cartão de memória. Se optar por qualidade RAW, o tempo sobe para uns (mais longos) quatro segundos, mas mesmo assim o utilizador pode continuar a captar imagens. No modo de ‘rajada’ (ou ‘burst mode’) pode tirar até 3.2 frames por segundo.

[Prioridade abertura . 14mm . f/3.5 . 1/8″ . ISO 1600 . à mão – Clique para ampliar]

Depois chega a vez de vermos como a G2 trata do ruído proveniente do uso de valores ISO mais elevados. Para sermos sinceros, entre os valores ISO 100-400 existe muito pouco ruído, com as imagens a saírem praticamente limpas. Só a partir de ISO 800 começam a surgir os primeiros sintomas. Com ISO 1600 já temos ruído bastante visível e perda de algum detalhe fino e os valores mais rápidos, ISO 3200 e 6400 –, se bem que usáveis em imagens para a Internet ou para impressão em dimensões muito pequenas, mostram muito ruído e perda de detalhe significativo.

A nitidez das imagens saídas directamente da câmara é algo soft, o que obriga a uma ou duas coisas: ou recorre a um programa de edição de imagens para dar mais ‘sharp’, ou sobe o respectivo valor directamente na máquina, na respectiva opção/menu.

[Prioridade abertura . 14mm . f/8 . 13″ . ISO 100 . tripé  – Clique para ampliar]

Fotografar à noite com esta Lumix revelou-se um bom exercício, porque não só permite fazer exposições imediatas de 60 segundos, com ainda oferece a função ‘Bulb’ para exposições até 4 minutos, o que é espectacular se o utilizador se interessar por fotografia nocturna, como é o nosso caso.

Depois de alguns dias com a Lumix G2 podemos concluir que se trata de uma excelente máquina. Quem quiser evoluir de uma compacta para aprender mais algumas coisas de fotografia encontra aqui uma excelente aliada. A gama dinâmica é muito interessante; o ruído com valores mais elevados ISO é bem tratado; a qualidade de vídeo permite fazer coisas engraçadas; e a construção, funções, ecrã LCD compõem um equipamento bastante equilibrado.

[Prioridade abertura . 14mm . f/20 . 1/60″ . ISO 100 . tripé – Clique para ampliar]

A Panasonic Lumix G2 pode ser usada por quase todos os entusiastas da fotografia, do mais amador, até ao mais entendido na matéria, que quer uma máquina versátil para levar nas férias, por exemplo.

Só o preço nos parece um pouco elevado. Quase pelo mesmo valor da Lumix G2 (€768,90) poderá adquirir uma DSLR como a Canon 550D com a objectiva 18-135mm IS, por exemplo.

OUTRAS IMAGENS

[Prioridade abertura . 42mm . f/5.6 . 1/8″ . ISO 400 . à mão – Clique para ampliar]

[Prioridade abertura . 42mm . f/5.6 . 1/15″ . ISO 800 . à mão  – Clique para ampliar]

[Prioridade abertura . 42mm . f/5.6 . 1/5″ . ISO 6400 . à mão – Clique para ampliar]

TEXTO E FOTOS: zOOm – Fotografia Prática

NOTA: Imagens não editadas.
Panasonic Lumix DMC-G2

Mais um teste a equipamento, desta vez a uma Panasonic Lumix. Outra vez? –

perguntará o leitor. Sim e não.

Sim, porque de facto se trata de uma Lumix e não, porque esta G2 é um pouco

mais evoluída (se podemos usar este termo) do que a FZ45.

A Panasonic Lumix DMC-G2 é uma micro 4/3, com um ecrã articulado de 3″

sensível ao toque. Para quem está habituado a alterar funções através dos

botões da sua máquina, isto é uma modernice. Mas acreditamos que se vai impor

rapidamente e a todo o género de formato de máquina, desde a simples compacta

até à mais evoluída DSLR.

Para além desta particularidade, temos um sensor CMOS de 12.1 megapixéis, com

processador Venus Engine HD II.

Capaz de filmar a 720p, é no intervalo ISO 100-6400 que temos alguma

curiosidade em ver do que esta G2 é capaz de fazer. Junte-se a isto um flash

integrado – bem como sapata para flash externo –, estabilizador de imagem

óptico (nas objectivas) e um filtro supersónico para remover poeira e temos

uma máquina que, pelo menos no papel, é bastante interessante.
Vendida em três cores – azul, vermelho e preto – com a objectiva 14-42mm,

custa €768,90.

De uma forma geral, a G2 é uma máquina bem construída e ergonómica. Vai

facilmente adaptar-se à mão de qualquer futuro proprietário, se esta não for

muito grande.

A “nossa” G2 vinha com a objectiva do kit, com a distância focal 14-42mm

(equivalente a 28-84mm em 35mm) que, sendo em plástico, nos parece algo

frágil. É bastante leve, o que pode ser importante para quem recorra a esta

máquina nas suas viagens, por exemplo. As aberturas máximas f/3.5-5.6 também

nos parecem relativamente lentas.

Mas, por se tratar de uma micro 4/3, o futuro utilizador por recorrer a uma

vasta gama de objectivas (de grande angular a macro) via adaptadores.

E já que falamos em objectivas, podemos adiantar que a estabilização óptica

da imagem é feita através destas, em vez de ser um sistema integrado no corpo

da máquina.

No topo da G2 encontra os principais (e tradicionais) botões de uma câmara

fotográfica. Para além de poder usar a máquina com todas as opções em

automático, para utilizadores mais avançados estão disponíveis os habituais

programas de prioridade à abertura, velocidade, ou totalmente em manual. Para

além destes, existem diversos modos de cena e ainda um modo totalmente

personalizável pelo utilizador.

E é também no topo desta câmara que encontramos um pequeno botão que dá

acesso ao modo ‘Intelligent Auto’, especialmente preparado para os mais

iniciados, para que a única preocupação que tenham seja observar, compor e

disparar. E, acredite o leitor, este modo é mesmo inteligente, sendo capaz

de, por exemplo, aumentar a exposição somente em áreas da imagem sub-

expostas.

Se o vídeo também ainda é um bicho-de-sete-cabeças para o leitor, saiba que

este modo inteligente funciona na perfeição quando estiver a registar imagens

em movimento, isto é, filmes.

Na parte de trás da máquina encontramos um ecrã LCD, de 3″, articulado. Com

ele poderá tirar as fotos mais mirabolantes e nas posições mais incríveis que

um ecrã fixo não é capaz de proporcionar. Até para se auto-retratar este tipo

de ecrã dá um jeitaço enorme. E graças à sua resolução de 460.000 pixéis

(contra os habituais 230.000) verá as fotos que tirou com excelente

qualidade, mesmo se vistas sob sol intenso – existe função que detecta

automaticamente as condições de luz e ajusta a iluminação do LCD até 40%.

Mas a maior “inovação” da G2 será mesmo o ecrã táctil. Curioso é o facto de

conseguirmos usar um ponto do sistema de focagem para focar determinado

objecto simplesmente clicando no LCD. Se o objecto se mover, então a G2

inteligentemente o segue. Se, por acaso, o objecto sair totalmente do

enquadramento, basta recompor e clicar sobre ele para que a focagem se

reinicie.

Mas há muito mais coisas que se podem levar a cabo neste ‘touchscreen’ que

provavelmente dariam para mais um artigo. O que importa é que se trata de

“ferramenta” útil e que depois de usada dificilmente se passa sem a mesma.

Em vez de um óculo (ou ‘viewfinder’) convencional, a G2 recorre a um sistema

electrónico com 100% de cobertura óptica. Graças aos 1,44 milhões de pontos

de resolução, resulta num óculo perfeitamente usável para o fim a que se

destina. Mas, verdade seja dita, quem usa uma DLSR com óculo óptico

convencional estranha quase sempre esta modernice electrónica…

Podíamos aqui referir a mil e uma vantagens do vídeo, dos menus e afins, mas

vamos mesmo ao que interessa numa máquina. Saber como se comporta no mundo

real. Isto é, nas mais diversas condições em que as pessoas gostam, ou

precisam, de tirar fotografias.

Depois de ligada a G2 está pronta a disparar nuns impressionantes 0.5

segundos (ou menos, que o nosso cronómetro não é muito certo). A focagem

automática é efectuada com rapidez se as condições de luz forem boas. Para

interiores, ou com condições de luz precárias, uma lâmpada assistente ajuda a

G2, e respectiva objectiva, a “prender” o objecto a fotografar.

Cada imagem JPG demora cerca de um segundo a gravar, mas pode continuar a

tirar fotografias enquanto a máquina as vai gravando no cartão de memória. Se

optar por qualidade RAW, o tempo sobe para uns (mais longos) quatro segundos,

mas mesmo assim o utilizador pode continuar a captar imagens. No modo de

‘rajada’ (ou ‘burst mode’) pode tirar até 3.2 frames por segundo.

Depois chega a vez de vermos como a G2 trata do ruído proveniente do uso de

valores ISO mais elevados. Para sermos sinceros, entre os valores ISO 100-400

existe muito pouco ruído, com as imagens a saírem praticamente limpas. Só a

partir de ISO 800 começam a surgir os primeiros sintomas. Com ISO 1600 já

temos ruído bastante visível e perda de algum detalhe fino e os valores mais

rápidos, ISO 3200 e 6400 –, se bem que usáveis em imagens para a Internet ou

para impressão em dimensões muito pequenas, mostram muito ruído e perda de

detalhe significativo.

A nitidez das imagens saídas directamente da câmara é algo soft, o que obriga

a uma ou duas coisas: ou recorre a um programa de edição de imagens para dar

mais ‘sharp’, ou sobe o respectivo valor directamente na máquina, na

respectiva opção/menu.

Fotografar à noite com esta Lumix revelou-se um bom exercício, porque não só

permite fazer exposições imediatas de 60 segundos, com ainda oferece a função

‘Bulb’ para exposições até 4 minutos, o que é espectacular se o utilizador se

interessar por fotografia nocturna, como é o nosso caso.

Depois de alguns dias com a Lumix G2 podemos concluir que se trata de uma

excelente máquina. Quem quiser evoluir de uma compacta para aprender mais

algumas coisas de fotografia encontra aqui uma excelente aliada. A gama

dinâmica é muito interessante; o ruído com valores mais elevados ISO é bem

tratado; a qualidade de vídeo permite fazer coisas engraçadas; e a

construção, funções, ecrã LCD compõem um equipamento bastante equilibrado.

A Panasonic Lumix G2 pode ser usada por quase todos os entusiastas da

fotografia, do mais amador, até ao mais entendido na matéria, que quer uma

máquina versátil para levar nas férias, por exemplo.

Só o preço nos parece um pouco elevado. Quase pelo mesmo valor da Lumix G2

(€768,90) poderá adquirir uma DSLR como a Canon 550D com a objectiva 18-135mm

IS, por exemplo.