O prazer de sair para fotografar com a minha Fuji

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Maurício Reis

A fotografia faz parte da minha vida desde sempre, mas com mais intensidade desde 1999, quando comprei a minha primeira máquina digital, com menos de um megapixel de resolução. Entretanto passaram 20 anos e a paixão continua a mesma. Ou ainda maior. Se é verdade que gosto de todos os géneros de fotografia, desde o desporto, moda, retrato e de rua, é na paisagem que encontro o meu equilíbrio. Gosto de me levantar cedo, ou de ficar bem para lá depois do sol se pôr, gosto de sentir o vento, os sons, a natureza...

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Fotografar é algo que me dá imenso prazer. Mas, infelizmente, nem sempre o posso fazer diariamente. Por vezes passam dias sem que seja possível pegar na câmara, mesmo que a minha vida profissional esteja intimamente ligada à fotografia, não só com este projeto, mas também outros em que estou envolvido.

Mas sempre que posso, ou preciso desligar da rotina diária, aproveito para sair para fotografar. Muitas vezes sem qualquer tipo de planeamento, apenas vou. E, quando assim é, acabo invariavelmente no meu recreio preferido, junto à costa, às praias, que ficam muito perto de onde vivo.

E, por mais vezes que as visite, acabo sempre por encontrar motivos para fotografar. Nem que o que leve no cartão de memória não seja digno de partilha. Mas a fotografia é como a pesca, umas vezes o peixe pescado é maior do que noutras…

No final, o que importa mesmo, é o tempo que passamos a fazer o que mais gostamos. A ver o que muitas outras pessoas não veem, a sentir o que muitos nem imaginam que lhes é oferecido gratuitamente. Felizardos de nós, fotógrafos.

Esta parte da costa só é acessível com a maré baixa, pelo que tenho de consultar a previsão de marés com dias de antecedência. O local onde o sol se põe também varia ao longo do ano. E, com a maré baixa, é revelada uma praia rochosa, desorganizada, um caos de pedras, rochas e rochedos. Não é propriamente fácil conseguir organizar todos os elementos no enquadramento, mas essa “luta” faz parte do prazer de fotografar, de nos ultrapassarmos, de testarmos a capacidade de análise.

A extensão desta costa ainda é significativa, o que obriga a caminhar para descobrirmos novos pontos de interesse. Com o meu equipamento anterior – Canon – começava a ser doloroso. Desde 2016 – ano em que mudei para o sistema Fuji – as coisas mudaram para melhor e o peso não é o entrave que já foi.

Só que neste dia, no dia em que fiz este vídeo, a tarefa foi um pouco mais complicada. Julgo que a partir de agora vai complicar. A culpa não é da Fuji, obviamente, mas sim do que me vou propor a fazer no futuro: mais vídeos como este.

Comigo levava: mochila com Fuji X-T2, objetivas e drone; saco com os filtros; dois tripés com um deles a suportar a Fuji X-E3; microfone de lapela com emissor no bolso interior do casaco e recetor na X-E3.

Todo vídeo foi gravado com a Fuji X-E3 com a objetiva XF23mm, com a ajuda, aqui e ali, do drone DJI Mavic Air. Confesso que não foi fácil, por diversas vezes quase pensei em desistir e apenas fotografar. Mas quando queremos muito fazer uma coisa, quando gostamos do que fazemos, conseguimos ultrapassar facilmente estes pensamentos.

Estes vídeos, mais do que conteúdo para partilhar acabam, igualmente, por documentar o nosso trabalho, o que gostamos de fazer. Põem-mos à prova e, mesmo que o resultado não seja um filme de Hollywood, no fim, o que conta, é o prazer que nos deu todo o processo. E, mais importante, é podermos olhar para estes momentos no futuro, daqui por alguns anos. Serão como uma máquina do tempo.

A Fuji X-E3 é uma câmara que vale cada euro. É pequena, leve, mas cujos resultados são mais do que impressionantes, seja em fotografia ou no vídeo. A 23mm, com que gravei todo este vídeo, acaba por ser uma objetiva bastante versátil e com uma qualidade acima do que esperava – depois de tanta coisa menos positiva que tinha lido na Internet sobre ela. Mas nisto, como noutras áreas, não há nada como testar, usar, para sabermos o que realmente vale o que temos em mãos.

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