Fotografar água em cascatas

Ninguém consegue ir passear para perto de uma cascata e resistir a fotografá-la. Exercem um fascínio sobre as pessoas, claro, ainda mais para quem gosta de fotografia de uma forma apaixonada. Não é difícil fotografar uma cascata, ou um riacho. Difícil é obter um resultado agradável, bem composto, com boa luz e exposição. E é aqui que muitos sentem dificuldade. Mas, como sabe, estamos cá para tentar ajudar com algumas dicas que podem fazer a diferença.

Canon 5D MK II . Canon EF70-200mmF4 @91mm . f/7.1 . 1/4″ . ISO 400 – Sem Técnica
Canon 5D MK II . Canon EF70-200mmF4 @91mm . f/8 . 1.6″ . ISO 50 – Com Técnica

Primeiro há que escolher a hora para fotografar. Quando mais baixo for o contraste existente, melhor. Tente evitar ao máximo aqueles dias de sol intenso, já que os níveis de contraste são tão elevados que podem exceder a gama dinâmica do sensor da sua câmara. Isto é, poderá não conseguir registar toda a informação quer das sombras, quer das altas luzes. O ideal é tentar fotografar num dia nublado, já que as nuvens funcionam como um enorme difusor, acontecendo o mesmo à luz, que fica difusa e pouco dura.

Canon 5D MK III . Canon EF17-40mmF4 @36mm . f/7.1 . 1/5″ . ISO 3200
Canon 5D MK II . Canon EF70-200mmF4 @70mm . f/4.0 . 1/10″ . ISO 200

Quando fotografamos água, uma das questões que se coloca é como guardar o movimento – quer congelar a deslocação da água, ou suavizá-la criativamente? Acredite que esta é uma decisão importante e uma das que mais afeta o aspeto e sentimento da fotografia final. Como em tudo na fotografia, tudo depende do seu gosto e, claro, do que pretende obter. Por aqui preferimos ter o movimento da água suavizado.

Como quase todos os seus amigos, pouco entendidos em fotografia, registam a água com altas velocidades de exposição, congelando o movimento da mesma, o leitor pode mostrar que consegue algo diferente, espantando os que tiverem oportunidade de ver as suas fotografias.

Canon 5D MK III . Canon EF17-40mmF4 @17mm . f/16 . 1.6″ . ISO 100

Este efeito, suavizante, é relativamente fácil de conseguir, bastando recorrer a uma baixa velocidade de obturação na casa do 1/2” ou mais longa. Em dias nublados conseguirá facilmente tempos de exposição relativamente baixos, devido à falta de luz. Assim, se selecionar uma abertura pequena, na região de f/11 a f/16, com um valor ISO baixo, poderá esperar uma razoável longa exposição.

Canon 5D MK III . Canon EF17-40mmF4 @26mm . f/11 . 0.8″ . ISO 400

Por outro lado, se a luz estiver um pouco forte, ou se precisa de diminuir a velocidade do obturador ainda mais, então necessitará de um filtro, tendo essencialmente duas opções: um filtro de densidade neutra (ND), que absorve uma determinada quantidade de luz para, artificialmente, alongar as exposições para efeitos criativos. Estão disponíveis em diferentes capacidades de absorção.

Para fotografar água em movimento um filtro ND de três stops (ND 0.9) é suficiente. Ou então recorrer a um filtro polarizador que tem um efeito semelhante, embora corte apenas (cerca de) 2 stops, mas permite reduzir os reflexos na água, bem como aumentar a saturação da cor das folhas circundantes.

Canon 5D MK III . Canon EF17-40mmF4 @36mm . f/11 . 1.6″ . ISO 200

Convém recordar que devido a estas longas exposições torna-se obrigatório o uso de tripé. É mesmo essencial. E, já que falamos nele, se ainda não tem um, não poupe quando decidir avançar para a sua compra. É um erro adquirir um qualquer e, acredite, mais tarde chegará a esta conclusão.

Canon 50D . Canon EF10-20mm @12mm . f/11 . 4.0″ . ISO 100
Canon 5D MK III . Canon EF24-70mmF2.8 @24mm . f/6.3 . 30″ . ISO 320

 

Equipamento essencial
Para além da máquina e objetiva pouco mais precisa. A objetiva a usar depende do resultado que quer obter, mas uma grande angular, ou ultra grande angular, farão as imagens ter maior impacto. Também poderíamos aconselhar um comando remoto, mas se não quer gastar mais dinheiro socorra-se do temporizador da máquina.

Não se esqueça de no inverno levar umas galochas, pois no verão até pode ser bom meter, descalços, os pés na água. Agora o que não pode faltar são pelo menos dois dos três acessórios a seguir sugeridos. Mas se conseguir levar todos consigo na próxima saída fotográfica, acredite que não se vai arrepender.

Tripé
Pode não ter mais nada para além da máquina e objetiva, mas de um tripé não se vai livrar, pois para conseguir efeitos criativos com a água, as exposições serão demasiado longas para que consiga fotografar à mão.

 

Filtro ND
Quando existe muita luz as velocidades de obturação serão muito rápidas e dificilmente conseguirá deixar a água suavizada, quase sem textura. Para estes momentos nada melhor do que ter um filtro de densidade neutra (ND). Um que corte três stops será, na grande maioria dos casos, mais do que suficiente.

 

 

Filtro polarizador
Pode nem ter um filtro ND, mas ter um polarizador é essencial. Não só corta quase dois stops de luz, como permite saturar as cores e diminuir os reflexos. Se não tem um, abra já os cordões à bolsa e compre quanto antes.

 

 

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