Sem Comentários: Fuji XE-3 + XF35mmF2 + XF14mmF2.8 | Buracas do Casmilo, Portugal

Com este vídeo iniciamos uma nova série. Com regularidade vamos partilhar um pouco das nossas aventuras fotográficas. Mas vamos fazê-lo de uma forma diferente, mas ao mesmo tempo simples. Mas aqui simples é só mesmo a abordagem, pois embora não pareça, cada vídeo envolve um trabalho relativamente considerável.

Nestes vídeos “Sem Comentários” tentaremos mostrar não só um pouco do nosso país, mas também o equipamento que estamos a usar e como o usamos. Depois, na montagem, vamos deixar de lado músicas de fundo e quaisquer outros efeitos que possam distrair. Esperamos conseguir inspirá-lo, que depois de ver o vídeo tenha vontade de pegar na mochila e sair para fotografar.

Para esta aventura, para além do equipamento usado para o vídeo – a X-T2 + Fuji XF18-55mm, smartphone Huawei P20 Pro, tripé e microfone -, recorri á Fuji X-E3 e às objetivas XF35mm e 14mm. Ainda tive as minhas dúvidas sobre o uso da X-E3, pois como pode ver no vídeo, o estado do tempo não era linear, abrindo o sol por uns minutos, ou chovendo muito logo a seguir. Mas correu tudo bem e a câmara chegou sã e salva a casa.

Nunca tinha experimentado o Classic Chrome para paisagem. Gosto muito desta simulação de filme, mas mais para fotografia de rua, ou eventos, nunca me tinha passado pela cabeça usá-la para fazer o nascer ou pôr do sol. Mas já tinha pensado que podia ser interessante para usar em paisagem se o estado do tempo fosse parecido com o que encontrei neste dia, ou mais ainda, pois não contava com o sol que aqui e ali traspassou as nuvens. Em dias de chuva, ou nevoeiro, escuros, com nuvens, quer-me parecer que o Classic Chrome pode ser uma boa aposta.

Para a edição dos ficheiros RAF recorri ao Capture One – pode ler aqui um comparativo que levei a cabo entre  este software, o Lightroom e o Exposure X4. É incrível a latitude dos ficheiros RAW da Fuji e a capacidade do Capture One ir buscar detalhe às altas luzes e às sombras, sem que exista perda de qualidade aparente. As fotos tiveram muito pouco edição, apenas aplicação da simulação de filme Classic Chrome (se tivesse definido logo na câmara, o Capture One tinha assumido na importação do ficheiro, mas por defeito tinha o Astia); recuperação de informação nas altas luzes e sombras; ligeira vinhetagem (que quase nunca aplico); e ajuste do detalhe (sharp), que o Capture One aplica sem fazer com que apareçam os desagradáveis ‘worms’ ou ‘efeito de pintura’.

Buracas do Casmilo, Portugal
Não é propriamente um local secreto, longe disso, mas bem que podia ser. Fica muito perto de onde vivo, demorando pouco mais de trinta minutos a chegar ao local. É um verdadeiro paraíso para os amantes das caminhadas, montanhismo, escaladas, BTT e, naturalmente, para nós, fotógrafos.

O que hoje se vê são aberturas de grutas que com os anos exploraram as deficiências do calcário mas que, entretanto, já não existem. Estas desapareceram sob o chão da serra que está acima. A estes abrigos rochosos chamaram-se “buracas”. Embora existam outras semelhantes noutros locais deste Maciço, é no Casmilo que se encontra a maior concentração de buracas de Portugal, num belo e encantador vale.

Estas buracas, que pode apresentar forma elíptica ou circular, tanto podem ter 2 a 3 metros de largura e 1 a 2 metros de profundidade – as mais pequenas -, como podem impressionar  com os seus 10 metros de diâmetro e 5 a 7 metros de profundidade, colocando-nos, enquanto seres humanos, numa posição de insignificância.

Inspire-se
Esperamos, sinceramente, que goste desta nova série. Temos todo o prazer em lhe ir mostrando um pouco do nosso país, mas o nosso objetivo maior é que estes vídeos sejam o carburante de que necessita para sair para fotografar…

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