Tropecei e caí na fotografia

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Daniel Teixeira

"Chamo-me Daniel Teixeira, tenho 20 anos e "quando for grande" quero ser fotógrafo. Nascido e criado no Porto, resido atualmente na zona de Gaia. Tenho o curso profissional de fotografia e planeio, em breve, seguir um curso superior na área. Adoro retratar pessoas, momentos e locais."

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Olá, eu sou o Daniel, sou do Porto e neste momento estou a começar uma carreira no mundo da fotografia. A fotografia sempre esteve presente na minha vida, influências da paixão de um padrinho e profissão de um tio (fotógrafo). A ideia de imortalizar o que me fascina sempre esteve na minha mente.

Desde cedo sou muito observador pelo que quis começar a guardar aquilo que me rodeia em forma de fotografia, inicialmente levava isto como algo casual até perceber que era o caminho que gostaria de seguir, levando-me a, no 10º ano integrar um curso profissional de fotografia. Apesar de sempre ter estado, de algum modo, ligado à fotografia, sinto que nestes anos esta me caiu quase que de para-quedas, mudando a forma como a via.

Canon 750D . Tamron SP24-70mmF2.8 @64mm . f/2.8 . 1/250″ . ISO 200
Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @19.6mm . f/3.2 . 1/80″ . ISO 500

Durante o curso, o primeiro género fotográfico com que me cruzei foi o retrato através do meio analógico, passando depois para a revelação dos negativos e impressão. No que toca ao curso, deixei o retrato ficar por aqui e parti para fotografia de rua e paisagista.

Mais tarde tive a oportunidade de fotografar uns quantos eventos sendo que, apenas recentemente (relativamente 2 anos) regressei ao retrato, ainda que por “acidente”: começou tudo com o pedido de ajuda de um colega que tinha entrado no curso superior de multimédia.

Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @18mm . f/3.6 . 1/250″ . ISO 100
Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @31.5mm . f/3.6 . 1/500″ . ISO 200

A primeira máquina que me ofereceram foi uma compacta da General Eletrics e foi presente do meu tio fotógrafo. No entanto, considero que a minha primeira máquina “a sério” foi uma Nikon D90, a qual me acompanhou durante o curso e foi muito importante para a minha aprendizagem técnica. Atualmente tenho uma Fujifilm X-T20 com uma objetiva 18-55mm 2.8/4; sendo a objetiva desejada uma 16mm 1.4, a lente, na minha opinião, ideal para o tipo de trabalho que faço.

Na altura em que estava a ponderar a compra de uma nova câmara, a qualidade de imagem era um fator decisivo tanto em fotografia como em vídeo, com o orçamento apertado que tinha na altura, uma conversa com alguém da área abriu-me os olhos para a Fujifilm. A marca surpreendeu-me pela positiva devido à qualidade de imagem, qualidade material e estética, experiência a fotografar e preço apelativo.

O facto de ser uma máquina leve é um ponto a favor para aqueles que fotografam durante longos períodos de tempo, impedindo que se torne tão cansativo.  Por todos estes motivos e por não ser a favor do sistema DSLR ou Mirrorless, arrisquei e estou muito satisfeito com a marca e a máquina em si. Dito isto, tenho como objetivo, adquirir num futuro próximo uma X-Pro2 e uma 16mm 1.4 (a qual referi anteriormente).

Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @22.3mm . f/3.6 . 1/250″ . ISO 100
Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @24.3mm . f/3.2 . 1/180″ . ISO 100

Uma das vantagens da Fujifilm, como sendo Mirrorless, é o EVF, o qual permite ter uma noção mais clara do resultado da foto enquanto estou a fotografar, facilitando a experiência. Dito isto, é já estranho trabalhar com uma máquina que não tenha EVF.  A única desvantagem que encontro de momento na minha máquina é a vida útil da bateria, apenas por não ter a duração desejável para trabalhos de muitas horas como cobertura de eventos.

De momento não consigo adotar apenas uma distância focal favorita, esta varia entre duas: 24mm e 35mm, as quais permitem fotografar várias situações dentro e fora do género do retrato.

Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @18.8mm . f/3.2 . 1/500″ . ISO 100
Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @32.9mm . f/4.0 . 1/125″ . ISO 100

Falando um pouco do processo fotográfico que sigo no presente: em primeiro lugar, fotografo 100% em modo manual, exceto o foco; fotografo em raw não compactado e preocupo-me mais com a composição e a luz necessária do que com outros fatores que em pós-produção sei que posso ajustar a meu gosto, tendo sempre a responsabilidade de gostar mais de fotografar do que editar.

Uso bastante a luz ambiente porque oferece às fotos uma sensação real e não manipulada, para além disto, fotografo a qualquer hora do dia, mas tenho preferência pelo amanhecer e pelo final do dia dada a suavidade da luz (dependendo sempre do tipo de trabalho, claro). Na minha opinião, a capacidade de usar a luz que está ao nosso dispor a qualquer momento do dia, torna-nos melhores fotógrafos.

Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @18mm . f/3.2 . 1/60″ . ISO 3200
Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @55mm . f/18 . 1/60″ . ISO 640

Quando vou fotografar e tenho que escolher um local, a escolha é movida pelas cores e pela luz bem como o fundo, não obstante, agrada-me ainda mais a ideia de ir fotografar sem saber para onde vou, sendo que algumas das minhas melhores fotos surgiram assim. O facto de eu explorar constantemente novas localizações faz com que a minha rede de locais seja muito abrangente.

Nikon D90 . Nikon 18-105mmF/3.5-5.6 @105mm . f/5.6 . 1/800″ . ISO 400

Chegada a pós-produção, transfiro as fotos dos cartões para o computador e seleciono-as no Lightroom, onde acabo por fazer alguma edição básica, mas termino sempre no Photoshop. Durante a edição, por vezes, uso presets como base, acabando o projeto final como se nunca os tivesse usado (edição e as suas grandes voltas).

No Photoshop costumo fazer retoques de pele bem como remover elementos não desejados. No final faço a exportação das fotos através do Lightroom de duas maneiras: uma para redes sociais e outra para futuras impressões.

Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @25.4mm . f/7.1 . 1/180″ . ISO 250
Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @18mm . f/3.6 . 1/60″ . ISO 200

Para mim, o maior desafio do retrato é fazer algo com que nos identificamos e, simultaneamente, corresponder à expectativa dos modelos, se for esse o caso. Ser diferente acaba por também ser um desafio pois, quando mal-usado, pode fazer com que não estejamos a ser honestos com o que fazemos. Um último desafio penso ser a constante necessidade de inovação e criatividade.

Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @32.9mm . f/4.5 . 1/60″ . ISO 500
Fuji X-T20 . Fuji XF18-55mmF2.8-4 @55mm . f/4.0 . 1/60″ . ISO 5000

Para aqueles que pretendem iniciar-se neste género de sessões de retrato, aconselho que comecem por fotografar amigos e família, na medida em que se sentem confortáveis e treinam a relação fotógrafo-fotografado. Sugiro ainda que se preocupem mais com a composição do que com a edição e tendências: mantendo-se sempre fiéis a si próprios e ao seu estilo único.

Procurar inspiração noutros trabalhos é também fundamental até encontrar o próprio modo de fazer retrato. Acho ainda essencial ter um grupo de amigos com os quais possam criar e partilhar conhecimento na área, bem como explorar potenciais locais para sessões. Por fim, digo-lhes que fotografem por gosto e nunca puramente pelo dinheiro ou por se encontrar na moda.

Nikon D90 . Nikon 18-105mmF/3.5-5.6 @28mm . f/5.6 . 1/320″ . ISO 250
Nikon D90 . Nikon 18-125mmF/3.3-5.6 @21mm . f/25 . 16″ . ISO 160

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