A Fotografia pelos meus olhos

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Rita Prata

Rita Prata, fotógrafa, especialista em marketing de conteúdo, formadora e opinadora nas horas vagas sobre vários assuntos. Lisboeta desde 1984, Minhota desde 2016. Registo o mundo, e as pessoas à minha volta, sempre com uma câmara na mão, e se não houver nenhuma, há sempre o telemóvel, o importante é registar 🙂
Leitora compulsiva, melómana incurável.

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Olá! Sou a Rita Prata, nascida e criada em Lisboa até aos 32 anos, momento em que decidi mudar a minha vida para Norte, mais concretamente Braga, onde me encontro a viver neste momento, e muito feliz.

Sou fotógrafa, especialista em Marketing de Conteúdo e a mente criativa do Rita Prata – Marketing & Fotografia.

O marketing digital apareceu na minha vida um pouco de mansinho ainda entre os anos 2004 e 2008, altura em que os blogs começavam a ganhar o seu espaço e expressão, os canais digitais de notícias ganhavam relevância, e as redes sociais começavam a dar o ar de sua graça e com alguma força.

De inicio trabalhei esta área mais por exigência do mercado em que estava inserida (música, editoras, produtoras de espetáculos) e mais tarde, com o gosto que tinha ganho ao digital, especializei-me na área e começou a ser o meu foco principal de trabalho.

Fotografia analógica – Digitalização do filme
Fotografia analógica – Digitalização do filme

Já a Fotografia entra muito antes de tudo isto. Muito antes de tudo, aliás. não consigo precisar a idade que tinha quando peguei na câmara dos meus pais para fotografar coisas ao acaso, mas sei dizer com toda a certeza do mundo que a primeira máquina fotográfica que tive minha, foi no dia do meu aniversário dos 16 anos. Uma Canon ixus, que ainda hoje tenho, apesar de já não funcionar. Era toda uma novidade pois apesar de ser analógica trazia um novo tipo de filme, que permitia fotografias a 1:1 e panorâmicas. Foi também onde tirei a minha primeira selfie 😅Ainda nem sequer se sonhava com telemóveis, muito mais com câmaras frontais.

Nunca mais a larguei… ia comigo para todo o lado e com ela revelei caixas e mais caixas de fotografias que guardo até aos dias de hoje. Lembro-me de pouco tempo depois apanhar a transição para a fotografia digital e ser extremamente difícil para mim lidar com o facto de tirar uma fotografia e ver o seu resultado naquele segundo. Achava sempre que estava tudo horrível que afinal não percebia nada de fotografia, e não vou mentir: mexeu comigo ao ponto de não fotografar durante algum tempo.

Com isto, voltei às analógicas que tinha em casa, a Olympus OM-2, que registou muitos momentos bonitos e a minha confiança voltou e a vontade de experimentar também. Sem pressões. O que assisti foi a uma mudança de paradigma do analógico para o digital muito forte. As lojas de fotografia começavam a fechar, e com isso a exigência de encontrar novas formas de revelar o trabalho que fazia. O preço dos rolos começou também a aumentar de forma significativa e a forma de os encontrar tornou-se mais difícil também.

Fotografia analógica – Digitalização do filme
Fotografia analógica – Digitalização do filme

Resolvi então dar outra oportunidade ao digital… não foi fácil, porque nas DSLR não encontrava o meu caminho e sentia que as fotografias que tirava não tinham sentido(?). Exigiam uma edição mais profunda, coisa que nunca gostei de fazer, e novamente desisti, e regressei ao analógico com a Olympus. Redescobri lojas de fotografia que ainda apostavam no analógico e grupos de pessoas que investiam em rolos comprados no estrangeiro para os vender cá, a preços mais simpáticos. Voltei à experimentação… e investi em máquinas novas (ainda que usadas).

Dei por mim a fazer rotina feiras de antiguidades, e a fazer amizades com vendedores de máquinas usadas. Com isto adquiri muitas que figuram hoje na minha colecção e com todas elas obtive resultados diferentes e especiais. Em Praga adquiri a mais especial de todas, a Yashica D formato 120mm, sem fotómetro, e com uma forma de fotografar totalmente distinta do habitual. Adorei e registei também muitas boas chapas com ela.

Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/1.8 . 1/80″ . ISO 200

Nos dias de hoje as inseguranças ainda existem quando penso em fotografia digital, mas a outro nível e com outra responsabilidade. Acabei por abraçar o digital, mas foi um processo longo… muitos cursos online, workshops com mestres da nossa fotografia nacional (Miguel Manso – Público, José Sena Goulão – Lusa), e apesar do meu processo de fotografar ser o mesmo, era o imediato que me mexia com os nervos. Mas hoje já não… demorei também a encontrar a máquina fotográfica digital que queria do meu lado, em que pudesse confiar sem medos, e assim que a encontrei tudo se tornou mais natural, mais fácil e entusiasmante.

O que gosto mais de fotografar são pessoas e sítios. Acredito que só conhecemos ambos através de observação, e a observação no meu caso é a arte de fotografar. Nas pessoas sei, pela minha experiência, que a fotografia pode atuar como terapia. Muitas mulheres e homens vivem com questões de auto estima por resolver (eu tbm!), e a fotografia entra, muitas vezes, de mansinho e disfarçada, como uma forma de os desmistificar.

Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/5.0 . 1/1000″ . ISO 200
Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/1.8 . 1/8000″ . ISO 125
Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/1.8 . 1/5000″ . ISO 200

Cheguei a ter uma cliente que poucas horas antes da nossa sessão tinha estado numa urgência com um ataque de pânico… quase que cancelou a sessão mas acabou por não o fazer e o dia teve uma volta de 180º. Foi, pelas palavras dela, um dos melhores dias da sua vida. Descobriu-se, através de uma lente. Isto é muito importante para mim, saber que registo momentos verdadeiros, carregados de emoção genuína. Digo muitas vezes que não peço poses nem sorrisos forçados, e é tudo verdade. A empatia entre o fotógrafo e quem está a ser fotografado tem de existir no momento, e assim tudo, mesmo tudo, pode acontecer.

Quanto a sítios… locais, cidades, países, é com a fotografia que os conheço e que os desmonto na minha cabeça. Quando me mudei para Braga foi essencial registar tudo o que conseguia. E ainda hoje não saio de casa sem tirar umas chapas e muitas vezes nos mesmos sítios, mas revestidas de pessoas diferentes…

Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/1.8 . 1/8000″ . ISO 160
Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/1.8 . 1/1000″ . ISO 200

Eu também sou muitas vezes objecto de mim mesma… e uso, na mesma medida que uso com os meus clientes, a minha máquina para me conhecer um pouco melhor, daí por vezes surgirem auto retratos associados a reflexões mais profundas.

Em suma, com a fotografia conheço-te a ti, a mim e onde estou e para onde vou.

Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/1.8 . 1/1000″ . ISO 200

Agora, voltando à parte mais técnica e relativamente a equipamento que uso a nível profissional e pessoal, tenho:

  • Olympus OMD-EM5 Mark II com as lentes: M.Zuiko Digital 25mm 1:1.8 M.Zuiko Digital 12mm 1:2.0
  • Canon A-1 com as lentes: canon 50mm 1:1.4 canon 50mm 1:18 canon 28mm 1:2.8 canon 35-70mm 1:3.5
  • Yashica D com as lentes: Yashinon 1:2.8 Yashinon 1:3.5
  • Olympus XA-2: 35mm 1:3.5
  • Konica C35: 35mm 1:2.8

Apesar da variedade de lentes, as que uso 90% do tempo são as fixas. Especialmente a nível profissional. São as mais luminosas e é esse o tipo de fotografia que procuro criar. Aberturas de 1.4 numa 50mm ou 2.8 numa de 28mm são a eleição.

Relativamente à escolha digital, a Olympus OMD E-M5 Mark II foi quase um regresso a casa…

Como já falei ali em cima, gastei muito dinheiro em digitais, todas DSLR, todas Canon, e nunca ficava satisfeita, mesmo quando investi em lentes fixas.

Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/1.8 . 1/250″ . ISO 200

Senti sempre que, ou eu não sabia fotografar, ou o digital não era mesmo para mim. Tive três DSLR, até que desisti. De repente, e por acaso, vi os resultados das mirrorless digitais da Olympus, e como foi uma marca sempre muito presente na minha vida e no meu crescimento enquanto fotógrafa, achei que devia arriscar, e não me arrependi…

E sinto que apesar de todos os benefícios e coisas muito boas que a marca tem, ainda é vista como uma marca de segunda. Vejo muitos iniciantes de fotografia a investir nos kit clássicos de DSLR e a ficarem desmotivados pelos resultados e a fotografar apenas com os seus telemóveis, que acabam por trazer resultados mais satisfatórios para eles. Muitas vezes são incentivados por cursos online ou por mentores que ainda estão muito agarrados ao tradicional.

Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/1.8 . 1/4000″ . ISO 200

Acredito que as DSLR Canon ou Nikon ou outras, tragam bons resultados a muitos fotógrafos, e vejo isso. Mas também acredito que cada um de nós tem uma visão, e uma estética própria, e cada máquina, e sistema, pertencem a seu dono.

Eu olho para a Olympus como uma marca de primeira, e neste momento não me vejo trabalhar a nível profissional com outra que não seja a Olympus. Consigo os resultados que pretendia, mesmo que seja num sistema diferente ao habitual, e acredito que seja esse sistema diferente, este dos micro quatro terços, que se encontra dentro da minha linha estética e do que procurava. E a prova de que o sistema funciona e que são o presente e futuro da fotografia digital é que vemos marcas como a Canon ou a Sony a trazerem para o mercado modelos nesse caminho.

Olympus E-M5 MK II . Olympus M.25mmF1.8 @25mm . f/1.8 . 1/60″ . ISO 200

Mas, há ainda outro busílis 😅Quando estava na faculdade tive a disciplina de multimédia e Photoshop era uma das ferramentas a utilizar para edição de fotografia… detestei! Achei que jamais iria trabalhar com aquela plataforma… ou qualquer uma que envolvesse editar fotografias. Acreditava muito no WYSIWYG – what you see is what you get – até porque no analógico nunca tive necessidade de mexer ou retocar fotos. Mais tarde voltei a ter que aprender a mexer em Photoshop, Lightroom, e praticamente tudo o que tinha Adobe como primeiro nome.

Encontrei o que até à data tinha sido o mais difícil: a minha estética dentro da edição, as minhas cores, a minha luz, a minha palavra ali dentro. E tudo se tornou mais fácil… Hoje em dia, quando estou a fazer uma sessão, ou a fotografar por prazer, é inata a parte da pós-produção. Uso o Adobe Lightroom pois para mim tem tudo o que necessito para fazer o meu trabalho. Cor e luz, algum ruído desnecessário, são as únicas coisas que edito, tudo o resto tem de lá estar e se o cliente pretende algo mais como afinar pernas, braços, rugas, ou algo semelhante, digo com toda a honestidade e humildade que não é trabalho para mim.

Olympus E-M5 MK II . Olympus M.12mmF2.0 @12mm . f/2.0 . 1/5000″ . ISO 200
Olympus E-M5 MK II . Olympus M.12mmF2.0 @12mm . f/2.0 . 1/5000″ . ISO 200

Neste momento uso muito o Instagram para divulgar o meu trabalho e as minhas avarias fotográficas pessoais. Acredito que é uma plataforma excelente para o fazer sempre acompanhada do que considero imprescindível: a história de cada momento registado.

Estou a construir o meu portefólio no meu site, mas está a demorar mais tempo do que gostaria. na verdade, os clientes têm sempre prioridade e vou deixando as minhas coisas para quando há tempo 😅

No entanto acredito que um site com portefólio não vale sozinho, e tem sempre de ser complementando pela parte social do Instagram para que se possa criar uma ligação com quem nos vê. As duas são indissociáveis.

Olympus E-M10 MK III . Olympus M.14-42mmF3.5-5.6 @14mm . f/3.5 . 1/250″ . ISO 640

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