Esta Estrada – aventura fotográfica na EN2: o início

Falta apenas um dia. Escrevemos a 22 de Outubro de 2019 e a aventura pela Estrada Nacional 2 começa já amanhã. Está quase!!

Não nos queremos alongar muito neste primeiro post, até porque, se tudo correr bem, muitos mais vamos partilhar nos próximos meses. Mas, de qualquer modo, não podíamos começar sem pelo menos explicar o mínimo deste projeto que, não sendo propriamente original, vai tentar ser um pouco diferente – é o que esperamos, vamos ver como decorre, pois uma coisa é estar à mesa, ou ao computador, outra é estar lá, ao vivo e a cores…

A Estrada Nacional 2 está na moda. E ainda bem. Foram já várias as pessoas e projetos que acompanhámos. Há quem tenha ido com uma pão-de-forma para a desenhar, quem a tenha percorrido de Vespa cor de rosa, bicicleta ou autocaravana, quem a faça toda de uma só vez, ou quem a tente conhecer um pouco melhor e a percorra aos solavancos. E um (Joaquim Figueiredo) ou outro (o escritor Afonso Reis Cabral) bravo que a percorreu a pé! – isto sim, uma verdadeira aventura. Por este prisma, em comparação, a nossa é apenas uma aventurinha.

Conhecemo-nos graças aos nossos filhos mais velhos e ao gosto pela fotografia. Coisa nossa, sem grande pretensão. Os anos passaram e entretanto criámos e gerimos projetos ligados à fotografia. Curiosamente, ou não, pouca íamos fazendo, pelo que estava na hora de nos “obrigarmos” à tarefa. Mas fotografar o quê? Onde?

Agora já sabe ao que nos propusemos. Sim, decidimos sair para fotografar a Estrada Nacional 2. Uma das estradas mais longas do mundo e que é nossa. Há quem já a tenha fotografado, mas queremos dar o nosso cunho pessoal, fazer a nossa abordagem, tentar olhar de uma forma diferente(?). Se vamos conseguir, ou não, talvez seja o menos importante. Para começar, tentaremos usufruir do tempo que passarmos na EN2 da melhor forma. Depois, logo se vê…

Ainda antes de qualquer outra ideia, começámos por pedir o Passaporte da Rota Estrada Nacional 2 aqui. Trata-se de um documento da Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2, e pretende incentivar turistas nacionais e estrangeiros a percorrer a estrada que atravessa todo o País.

Ao contrário de algumas pessoas, não vamos fazer a Estrada Nacional 2 de uma só vez. O ideal seria termos um mês, ou dois, para desenvolvermos a nossa ideia da melhor forma, mas explicaremos a seguir por que não vai dar.

Uma das principais razões, mas não a única, prende-se com o facto de cada um ter uma família, com filhos, que embora compreensível também precisa da nossa ajuda, da nossa atenção. Depois, temos os projetos profissionais que exigem muito de nós diariamente. Estar fora longo períodos está quase sempre fora de questão. E, não menos importante, para o que pretendemos desenvolver, a Estrada Nacional 2 tem de ser olhada e percorrida sem pressas.

Para quem tem apenas dois braços, vamos tentar fazer coisas que obrigariam a mais. Davam jeito pelo menos mais dois. Vamos ali perguntar ao homem-dos-sete-instrumentos como é que ele consegue e já voltamos.

Queremos conhecer a estrada, as pessoas, os locais, a gastronomia, fotografar, filmar, e por aí adiante. Daí que tenhamos decidido fazer a EN2 por etapas, começando em Chaves, no Km 0 e percorrendo-a até onde der. A etapa seguinte será iniciada no ponto onde ficarmos na anterior e assim sucessivamente até que Faro, nos 738,5 Km, seja alcançada. Teremos então atravessado quatro serras, 11 distritos, 11 rios e 35 municípios. Ou seja, não sabemos quando é que vamos terminar este projeto, mas neste preciso momento, neste dia, um dia antes de iniciarmos esta aventura, é o que menos nos preocupa.

Para nos ajudar na organização comprámos o excelente guia “Portugal de Norte a Sul pela mítica Estrada Nacional 2” da editora Foge Comigo. Se pensa fazer a EN2, este é mesmo um guia obrigatório! 

Ao longo dos próximos meses vamos partilhar, através de imagens, vídeos e pequenos textos, por onde passamos, com quem estivemos, o que vimos, onde ficámos, o que comemos e, para os que têm o mesmo gosto pela fotografia, que material usámos, que dificuldades encontrámos, quais os melhores ‘spots’, dicas e tudo o mais do que nos lembrarmos.

Na imagem que destacamos deve estar 1% do material que vamos usar. Foi feita apenas com o intuito de ilustrar este primeiro post. Como referimos, durante as próximas semanas vamos mostrar tudo o que levamos connosco.

Se tiver sugestões ou quiser apenas comentar, pode fazê-lo através da página do Facebook, do Instagram, ou da secção própria criada no website da revista zoom – fotografia prática.

 

Abraço,
Maurício & Hugo

Subscreva a nossa newsletter

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *