Dicas para melhor fotografar as estrelas

Se nunca fotografou à noite, nem sabe o que tem perdido. E se adora aquelas fotografias onde as estrelas parecem cintilar, mas não sabe como se fazem, então está na altura de sair para a rua noite dentro e seguir algumas das sugestões que aqui apresentamos.

Não precisávamos de o dizer, é evidente, mas fotografar à noite nada tem a ver com fotografar de dia. De dia, para onde quer que aponte a câmara, ela devolve-lhe automaticamente os tempos de exposição ideais. Mas quando está escuro, precisará de você para a ajudar. De uma forma simples, ao leitor cabe dizer à câmara o que ela deve fazer. Mas não entre em pânico, pois não é nada de muito complicado.

Primeiro que tudo deve escolher um local que fique longe da poluição de fontes de luz, como ruas das cidades, ou iluminação das estradas. A primeira opção que deve tomar é mudar o modo de exposição para Manual (M), para que tenha controlo absoluto sobre a velocidade de obturação, abertura e sensibilidade, essenciais para a fotografia noturna e ainda mais para fotografar as estrelas.

Depois, passe de focagem automática para manual e foque para a maior distância possível. Se conseguir fazê-lo apontando para uma estrela mais reluzente, ótimo. Se a objetiva tiver escala de focagem, coloque no infinito. Isto é importante para que as estrelas fiquem perfeitamente focadas e definidas.

No que respeita à abertura, defina a maior (f mais pequenos, como f/2.8 por exemplo) que a objetiva permitir e suba a sensibilidade, ou valor ISO, para valores mais elevados, não tendo medo de chegar aos 6400, ou mesmo mais. Como tempo de exposição, deixamos uma pequena dica, que serve como referência, ou bitola: divida 500 pela distância focal que vai usar e obterá o tempo de exposição ideal para que as estrelas não apareçam arrastadas na imagem final. Por exemplo, se fotografar com uma 24mm, o tempo ideal de exposição é 20 segundos.
Como em todas as “áreas” da fotografia, nada como experimentar e… experimentar.

Material essencial

Câmara com modo manual
Leve uma máquina que tenha modo manual para que possa definir a velocidade, abertura e sensibilidade. Uma DSLR, naturalmente, oferece maior controlo que uma compacta.

Tripé
Não há volta a dar, é obrigatório levar um tripé, idealmente que não se desfaça à primeira brisa de vento. Não vale a pena perder a cabeça, mas também não deve poupar num bom tripé. Se não quer gastar muito dinheiro, pode ler a review ao tripé Rollei Compat Traveler No 1 aqui.

Disparador remoto
Um disparador remoto permitirá manter o obturador aberto o tempo que bem entender, sem precisar de tocar na câmara. Também permite uma maior versatilidade na hora de definir longas exposições.

Dicas rápidas

1 A Via Láctea é mais visível nas noites limpas de verão, podendo ser vista entre, sensivelmente, Abril e Outubro, mês a partir do qual vai desaparecendo gradualmente.

2 Evite as noites em que a lua está demasiado presente no céu, já que a sua luminosidade dificultará a observação da maior parte das estrelas.

3 Tenha atenção à composição. Quando chegar ao local, idealmente ainda de dia, considere como o primeiro plano e o céu interagem. Experimente imagens tanto na vertical, como horizontal.

4 Leve uma lanterna e não se esqueça de avisar algumas pessoas para onde vai.

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